Comecei o dia conversando com a
Sra. Ester, dona do hostal Emperatriz. Acordei as 6h30, mas só consegui sair para começar
meu passeio às 8h30. D. Ester me disse que hoje era aniversário de su papa e
todos os filhos (ela tem 8 irmãos) com suas famílias iam estar com seu pai (su
papa). Ela me disse que iam fazer um recorrido nas igrejas e assistir a missa
da Catedral. Quando ela me disse isso, acendeu-se uma luz e pensei que era o
momento certo para eu ir à Catedral. Ela me disse que eu poderia entrar até às
9h. Corri e fui pra lá. Assim que cheguei na Plaza de Armas notei uma
movimentação diferente...parecia que algo ia acontecer....logo vi uma pequena
procissão de pessoas em trajes típicos, vi um carro de uma TV e muita
movimentação nas ruas, mas de Cusquenhos.
Quando me dirigi à porta da Catedral,
fui recebida por uma das pessoas que estavam entregando o folheto da missa.
Elas me receberem com a seguinte frase que já tinha ouvido no dia anterior
quando visitei outras igrejas: - Horário de turismo é outro. E eu respondi que
ia a missa, então me deixaram entrar e entregaram o caderninho da missa que tinha
cânticos em quéchua e em latim.
A Catedral é fabulosa! O que há por fora de grandioso, por dentro ainda é maior! É
incrível! Mas, não é permitido tirar fotos e como não era horário de turismo,
fiquei envergonhada de ficar admirando cada espaço. Só tirei uma foto do
presépio porque vi peruanos fazendo o mesmo...mas, a riqueza dessa Catedral, a
arte, os quadros são demais!!! Mas, se havia movimentação do lado de fora,
maior ainda estava do lado de dentro...era tanta gente arrumando lugares...logo
pensei...há algo especial nesse dia. E havia mesmo! Era um dia festivo. Fiquei
sentada algum tempo, mas quando vi, já passava das 9h e a missa não começava.
Não aguentei permanecer sentada e fui tentar entender o que se passava. Vi uma
faixa grande recepcionando o Bispo. Aí sim, entendi tudo! Bem, preferi ficar do
lado de fora e acompanhar a movimentação. Quando vi que ia demorar a começar a
missa, resolvi ir a outra igreja, ao lado direito, pois a porta estava aberta.
Lá chegando vi mais movimentos no fundo da rua. Bem, não pude entrar nessa
igreja, pois havia uma parte dentro fechada. E logo vi que havia uma procissão
se formando na parte baixa da rua. Esperei a procissão passar e tirar muitas
fotos... Seguem as fotos da procissão...





 |
| o bispo... |
 |
| coisa mais linda...o bebê cusquenho... |
 |
| Cada grupo com sua manifestação na procissão...cada grupo tem seu lugar... |
 |
| Até as ovelhas vão pra a procissão...é muito interessante... |
 |
| A entrada na Catedral |
 |
| Chegada na Catedral |
Comecei a ver preços de câmbio
para trocar dólares, troquei 100 e depois fui à municipalidade (é um prédio do
governo que fica logo no início da Av. El Sol) para comprar o boleto turístico
que dá direito a 16 entradas em pontos turísticos (custa 132 soles). Para ir
lá, passei no Templo do Sol, na entrada de um museu e em uma Basílica...tudo
muito lindo!


Depois fui comprar o passe para Machu Pichu. Vi que a compra era
feita perto do hostal em que me hospedei. Quando fiz a reserva para comprar, vi
que aceitavam cartões de crédito. Assim, voltei ao hostal para pegar o cartão.
Quando lá cheguei o Sr. Gorki me perguntou o que tinha feito até o momento e
começou a me dizer o que deveria fazer com relação a Machupicchu e o que fazer
do boleto turístico. Ficamos meia hora conversando. Ele me disse para comprar o
passe do trem antes de comprar o ingresso a Machupicchu. Eu não entendia, mas o
Sr. Gorki me explicou que os ingressos do trem terminam mais rápido do que os
de Machupicchu. Aproveitei para perguntar a ele sobre livros a respeito de
Cusco. Ele resolveu me levar a algumas livrarias para me mostrar o melhor livro
a comprar. Fomos à várias e a grande maioria não tinha livros sobre Cusco. O
Sr. Gorki me convidou para ir a uma feira de usados em um bairro que se chama
Santiago. Lá fomos nós ao Baratillo...




O Baratillo é demais! É uma feira gigante pelas ruas do bairro de Santiago. Tem de tudo o que você possa pensar à venda, para troca, para o que for....tem tudo mesmo...CDs, livros, brinquedos, objetos antigos, roupas novas, roupas usadas, comida pronta, por fazer, móveis, gaiolas, animais, tem tudo...Saõ 3 fileiras de barracas em cada rua e tudo devidamente setorizado...Me perdi do Sr. Gorki muitas, muitas vezes...ele anda rápido e estava cheio demais, chovendo, aquele mundo de coisas, eu observando tudo e o Sr. Gorki sabia onde estava indo...eu não...ele conhece muita gente por lá...aquele clima gostoso de feira, né?! E todos, muito simpáticos...os cusquenhos são especialmente interessantes...não são muito risonhos, mas são muito educados e simpáticos. São pessoas muito boas...essa é a sensação...uma sensação de estar em boas mãos...mãos de gente séria!!!
Depois de andarmos muito, muito, em meio a chuva e a uma multidão de cusquenhos...ah, detalhe, ao Baratillo só vão cusquenhos...não é local de turistas...bem, depois de andarmos muito, o meu anfitrião, Sr. Gorki, dono do hostal Emperatriz Guest House onde estava hospedada me levou à melhor picanteria da cidade...muito bom! Muito bom! Vejam as fotos abaixo.
 |
| Parte interna da Picanteria - típico restaurante Cusquenho |
 |
| Cozinha da Picanteria |
 |
| Sr. Gorki com a chicha morada e as pessoas em pé aguardando mesa para almoçarem |
 |
| Eu e a Chicha morada que ele me ofereceu...é bom demais, mas é tanto, tanto |
 |
| olha eu quase entrando de cabeça no copo... |
 |
| Sr. Gorki sentado em uma das mesas... |
 |
| Um dos pratos que mais tem saída: pollo e choclo |
 |
| O balcão da Picantería e no chão as "vasilhas" tonéis de chicha...na estante pode se ver Inka Cola (líquido amarelo), etc. |
Comentários
Postar um comentário